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PENSAMENTO CRIATIVO
(O Que Mais Impede) |
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"Nenhum
problema pode ser resolvido pelo mesmo padrão de raciocínio
que o criou" [Einstein] | |
| [Problema
dos nove pontos e a sua solução] O
exemplo clássico e muito citado dos nove pontos [De Bono, 1998, p.
108 e Puente Ferreras, 1999], mostra a tendência natural que o ser humano
tem em limitar a sua visão sobre certas situações. O
problema a resolver é o seguinte: nove pontos devem ser unidos por apenas
quatro linhas retas, sem levantar o lápis do papel. A
tendência inicial é fechar o quadrado por causa da lei da proximidade
relativa. Parece que o contorno do quadrado representa uma barreira transparente
que limita o campo do problema. Mas esta tarefa só é possível
de resolver, quando se sai do limite imaginado. Vivemos
numa época de aceleradas mudanças estruturais. Numa sociedade
em que a dinâmica da comunicação empresarial, cultural
e entre nações é cada vez mais competitiva, torna-se fundamental
encontrar respostas rápidas e inovadores para fazer face à concorrência
ou resolver problemas sociais, políticos, ecológicos e financeiros.
Dada a crescente relevância da inovação para o sucesso de
qualquer organização, é fundamental promover o reforço
das competências criativas que irão sustentar o desenvolvimento futuro
dos respectivos sistemas. O
CONCEITO DA CRIATIVIDADE Antes
de abordar as especificidades do pensamento criativo em design, gostaria de introduzir
o conceito da criatividade em si. Compreende-se por criatividade a capacidade
de um sistema vivo (indivíduo, grupo, organização) produzir
novas combinações, dar respostas inesperadas, originais, úteis
e satisfatórios, dirigidas a uma determinada comunidade. É o resultado
de um pensamento intencional, posto ao serviço da solução
de problemas que não têm uma solução conhecida ou que
admitem mais e melhores soluções que as já conhecidas. Todos
os seres humanos têm potencialidades para serem criativos, uns mais do que
outros, mas todos podem desenvolver e melhorar a sua capacidade criativa. O pensamento
criativo não se processa, por exemplo, quando é dificultado
pela falta de conhecimento da área, pela inexperiência ou pela
falta de motivação. Somos
todos criativos? Como desenvolver a criatividade no trabalho? Qual é
o melhor método para "estar" criativo? Imagine
que você usa em casa um Computador 386, no qual você vem fazendo upgrades
freqüentemente. Ele lhe foi muito útil, até hoje, resolvendo
tudo que você precisou para atender sua demanda. Ele é ótimo
(afinal, foi com um 386 que os americanos foram à lua). Sua impressora
é matricial, monocromática e nunca lhe deu problema. Quando
surgia uma solicitação mais elaborada, você aumentava a capacidade
de memória no hardware desse 386 e acrescia mais alguns novos programas.
Até aqui, tudo bem. Comparado à máquina de escrever que você
usava antes, era uma maravilha. Então, você recebe uma solicitação
de produzir, com urgência, um trabalho bastante elaborado, com muitos gráficos
e imagens, a cores. Você percebe que seu computador não dá
conta desta tarefa. Você vai a uma loja e compra 2 softwares de última
geração, produzidos em 2003, com programas super atualizados, que
são os necessários para resolver seu novo problema. Instala os mesmos
no seu velho 386 e os põe a rodar. O
que você acha que acontece? É
mais ou menos isto que está acontecendo com nosso modo de pensar, hoje
em dia. Temos um "programa de hardware" velho (muito velho), que continua
resolvendo a grande maioria de nossos desafios, há muito tempo. Só
que este nosso "programa mental velho" não resolve alguns dos
desafios novos mais prementes com que nos defrontamos hoje. Entre eles, os da
aceleração das mudanças, da inovação constante
e os da criatividade, desafios estes que estão por toda parte, em todas
as Empresas. Porque
não resolve? Como
diz E. de Bono, porque usamos o mesmo programa mental há, pelo menos, 2.400
anos, desde a Grécia Antiga. É o modo de pensar da chamada LÓGICA
científica, binária e linear. Ela estabelece que só há
UMA resposta para cada pergunta. Foi assim que nos ensinaram nas Escolas:
Que todas regras têm exceções, mas que as exceções
confirmam as regras. Donde, o que vale é a regra. Que o que foi cientificamente
provado é sempre inquestionável. Que o que está escrito nos
livros escolares está certo. Tudo tem somente UMA resposta certa. Tudo
tem começo, meio e fim. Ou sabemos a resposta certa ou não sabemos.
Outras respostas ou outras alternativas diferentes estão erradas e, portanto,
devem ser reprovadas. Foi assim que nos ensinaram a pensar. Este é
o "PROGRAMA" determinista que está instalado no nosso cérebro
e é esta maneira de pensar que nós temos levado para a vida
profissional. E nela, hoje, nos defrontamos com desafios que a Escola não
nos ensinou a resolver. Pedem que nós sejamos mais pró-ativos frente
às mudanças, mais criativos, mais inovadores. COMO?
Vamos mudar o programa? Será que é tarde demais para mudar o
nosso modo de pensar? Quem
continuar pensando do mesmo modo a que está acostumado a pensar, chegará,
certamente, aos mesmos resultados a que está acostumado a chegar. Como
pensar de outra maneira? Qual técnica se deve escolher para estar criativo? As
técnicas do pensamento criativo são inúmeras. Elas se confrontam,
se somam, se sobrepõem, se contradizem, se reforçam, se copiam e
se repetem. Elas também são sinérgicas. Algumas funcionam
mais para uns que para outros. Algumas impactam mais que outras. São mais
conhecidos os conceitos do Raciocínio Divergente, de Osborne e Parnes,
o do Pensamento Lateral, que é utilizado por E. de Bono, o das Múltiplas
Inteligências de H. Gardner e seus seguidores, o das Aberturas Mentais,
de. Predebom; são mais utilizadas as técnicas do Brainstorming
e suas variáveis, dos 6 chapéus, de E. de Bono, etc. Mais as teorias
da Inteligência Emocional, de D. Goleman, e também as teorias artísticas,
principalmente as de teatro e de artes plásticas. Todas elas, como programas
de última geração, "softwares", são aplicadas
para que se desenvolva a nossa criatividade. Acredito que todas funcionem,
até porque utilizo várias delas misturadas. Alteridade
e Pensar em Rede Acredito
ainda que, para estas técnicas funcionarem melhor, o foco preliminar, antes
de aplicá-las, deva ser: Quem as recebe? Quem é "o outro"?
Em qual programa de raciocínio, de "hardware", elas serão
aplicadas? Certamente, são indivíduos ímpares, diferentes,
com muitas variáveis de atitude, educação, nível profissional,
relações, ambiente, responsabilidades, etc. Mas, quase certamente
existe uma constante em todos eles, mais profunda em uns que em outros. É
aquela que foi implantada na esmagadora maioria dos nossos cérebros, o
"programa" da chamada LÓGICA científica, binária
e linear, descrita antes. Se, preliminarmente, este "programa" não
for levado em conta e enfrentado, as dificuldades para desenvolver a criatividade
serão bem maiores. Estes indivíduos assim "formatados",
colocados diante dos desafios das técnicas de criatividade, provavelmente
reagirão como o pequeno robô da série de TV "Perdidos
no Espaço". Responderão; "NÃO TEM REGISTRO". Então,
para DESENVOLVER a criatividade é necessário, antes, DESENVOLVER
aquilo que a ENVOLVE, que é o programa daquela LÓGICA velha. Então
seria aconselhável que os indivíduos: 1
– Pensassem NÃO linearmente, mas em rede (Net think©), buscando conexões
e sinapses novas e originais para dar respostas alternativas para seus desafios,
coisa que o programa inicial não privilegiou. O raciocínio em rede,
que incorpora várias das técnicas anteriormente citadas, possibilita
incluir mais de uma resposta para um desafio. Ele permite desenvolver alternativas
originais e não lineares, de 2 maneiras: A
- sugerindo caminhos novos para otimizar resultados conhecidos; e B -
gerando resultados novos quando os conhecidos se tornam obsoletos. 2
- Continuassem pensando LINEARMENTE, pois este é o raciocínio prevalente
e válido, para a maioria dos problemas. Menos para a CRIATIVIDADE e a INOVAÇÃO. Para
terminar, como você acha que está a sua "cabeça"? Material
retirado do programa Inovação: O Grande Diferencial Competitivo
SYLVIO ZILBER - CONSULTOR DO MVC
Cordialmente Obrigado
por sua atenção. Um
abraço, Paz e Prosperidade.
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